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| Imagem- Rede Social |
Os advogados Walder Florenzano e Edgar Florentino são acusados de se apropriar de mais de R$ 75 mil de clientes. Pena pode chegar a reclusão de 4 anos, mais um terço, por ter sido cometido em razão de ofício, emprego ou profissão
No dia 22 de março passado, a justiça de Óbidos acatou denúncia do ministério público para processar os advogados Walder Florenzano e Edgar Florentino pelo crime de apropriação indébita, concedendo o prazo de 10 dias para que apresentem resposta escrita à acusação. Walder Florenzano é procurador geral do município de Óbidos, nomeado pelo prefeito Jaime Silva, e tem protagonizado atos controversos frente à Procuradoria. O mais recente foi a demissão de um servidor público desafeto do prefeito, que a justiça considerou ilegal e determinou a reintegração do servidor.
Na denúncia, o Promotor de Justiça Paulo Igor Barra Nascimento afirma que “os Denunciados Walder Patrício Carvalho Florenzano e Edgar Lima Florentino, na qualidade de advogados, apropriaram-se da importância de R$ 75.368,63 (setenta e cinco mil reais, trezentos e sessenta e oito reais e sessenta e três centavos), de 01(uma) TV 42”, LED, 01 (uma) TV 40”, LED, 01 (uma) Bobina, 01 (um) forno elétrico, e 01 (um) aparelho celular, dos ofendidos ANTÔNIO DA SILVA LEITE e ANTÔNIO ELIVALDO SOARES LEITE quando atuavam em favor das vítimas”.
O Promotor prossegue dizendo que as vítimas “ainda pagaram e pagaram pelo serviço a quantia de R$ 7.396,00 (sete mil, trezentos e noventa e seis reais) em favor do Denunciado Walder Patrício Carvalho Florenzano, bem como custearam passagens áreas em favor do mesmo, visto que residia em Belém”.
Ainda segundo a denúncia, depois que as vítimas descobriram que os valores que tinham para receber já havia sido liberado, procuraram o Walder Florenzano em seu escritório e este confirmou que o valor havia, sim, sido liberado, mas que só devolveria a seus donos se estes afirmassem que ele era inocente. Walter também teria proposto devolver os valores de forma parcelada, mas nem assim efetuou a devolução dinheiro que pertencia a seus clientes e fechou o escritório no local onde funcionava.
As vítimas ainda relataram no Inquérito Policial que ligaram para Walter Florezano avisando sobre seu indiciamento pelo delegado, o qual teria ficado bastante nervoso e agressivo, tendo inclusive proferido ameaças.
Segundo informações obtidas pelo site, Walter Florenzano chegou a peticionar no processo tentando evitar seu prosseguimento, mas segundo prevê o Estatuto da OAB (lei 8.906/1994), no seu Art. 29, os Procuradores Gerais e dirigentes de órgãos jurídicos da Administração Pública são exclusivamente legitimados para o exercício da advocacia vinculada à função que exerçam, não podendo atuar nem em causa própria.
Por- Redação
